Autoestima

Hoje a conversa é sobre AUTOESTIMA.

Na semana passada falei muito sobre isso no Instagram (quem não viu, pode ir nos destaques e assistir), por isso resolvi trazer a conversa pra cá de uma forma mais intensa.

Vivemos em uma era digital, que durante muito tempo se revelou cheia de perfeição nos seus feeds; porém, de uns tempos para cá o mundo real começou a mobilizar o mundo virtual, o “mundo de Polyana” começou a ruir, é a realidade impondo a sua presença.

Senti essa mudança quando de repente o Instagram do blog começou a tomar uma proporção maior do que eu imaginava. Resolvi então que começaria a abordar temas de interesse da vida cotidiana: autoestima, relacionamento, vida profissional, maternidade, dentre outros.

Nós nunca sabemos quem está nos seguindo, não sabemos sua história de vida, seus medos e por isso decidi que trataria qualquer assunto da forma mais transparente possível.  O meu propósito é fazer pelo menos UMA pessoa se sentir bem, ter sua autoestima elevada ou seus medos esmagados. Muita pretensão? Ok, fico feliz se conseguir contribuir para que os medos existam, mas não sejam mais um aprisionamento...

Quando fiz os vídeos sobre autoestima semana passada, recebi várias mensagens que me fizeram acreditar que estou no caminho certo e aos poucos atingindo meu objetivo nessa versão mais real das redes sociais.

Mas vamos ao que interessa...

Nós crescemos em uma sociedade extremamente competitiva e com tendência a impor modelos, uma sociedade onde muitos comportamentos desprezíveis são naturalizados; se tornam comuns. Eu vivi a maior parte da minha vida cercada por homens, e sempre fiz o uso daquela frase clássica de mulher machista "Eu só tenho amigo homem, porque mulher é muito chata”. – Mas eu mudei de ideia e de comportamento e hoje acho importante dizer isso, principalmente para mostrar que é sempre possível mudar de opinião... Claro que vão ter pessoas pra apontar o dedo pra mim falando “Ahhhh mas em 2002 você disse blá blá blá...” Sim, eu disse, mas hoje sou outra pessoa, penso de forma diferente e fico muito feliz em ter mudado, e se eu mudei de ideia, você também pode mudar... é sempre tempo de aprendizado. Ficar batendo na mesma tecla, sabendo que está errado, é burrice!

Claro que durante um tempo me senti mal pelos milhões de pensamentos terríveis que já tive ao longo desses muitos anos.  Quem não teve pensamentos abomináveis? Resolvi fazer as pazes comigo e ao invés de lamentar, agir diferente, abraçando cada vez mais mulheres que seguem na luta contra os padrões.

Agora vamos falar desses padrões...

Inicialmente é importante entender que tudo isso vai muito além de um simples comportamento, os padrões estão na indústria da moda, nos meios de transporte, na televisão, nas revistas e principalmente em nossas casas e mentes. Eles estão por todos os lados, e quando os deixamos dominar as nossas escolhas, orientar a nossa vida, é loucura na certa! O importante é exercitar o Amor Próprio, exercitar o olhar amoroso.

Semana passada vivi uma experiência interessante e que ajuda a reflexão sobre esse Amor Próprio, às vezes tão difícil de se manifestar. Eu estava na casa da minha sogra e fomos à piscina. Como boa carioca, coloquei os biquinis na mala, mas por pura insegurança resolvi levar um maiô também. Estava um lindo dia, daqueles que dá vontade de se esticar ao sol - lembrem-se de que quem vos fala é uma pessoa que mora em Nova York e por causa da gravidez/nascimento da Gigi passou 1 ano sem pegar sol.

Pois bem, ao me arrumar, me olhei no espelho e sem um pingo de amorosidade vesti o maiô para esconder o meu corpo - “Não tenho corpo para usar biquini...”, pensei.

No caminho entre o banheiro e o quarto pesquei uma semente de Amor Próprio esquecida no bolso e me perguntei “ Que  corpo eu preciso ter para usar biquini?” Ou melhor, “o que eu preciso para usar biquíni? “

  • Vontade; sem vontade a gente não faz nada não é mesmo?! E vontade de colocar o biquini eu tinha de sobra!

  • Um corpo; e eu tenho um.

  • E um biquini; ora eu tinha vários biquínis na mala!

E após responder essas três perguntas, retornei ao banheiro, troquei de roupa e segui pra piscina.  Feliz da vida! Viu como foi fácil resolver esse conflito?!

O problema não está no que queremos usar, a dificuldade é lidar com os comentários e olhares nada amorosos das pessoas ao nosso redor. E a pergunta é: Por que nos deixamos abalar pelo o que as pessoas pensam?!

Já falei sobre isso no Instagram várias vezes. As pessoas não têm o olhar amoroso sobre si mesmas, logo, não terão com o outro.  Ao contrário elas se perdem, desejando que o outro se encaixe no padrão que elas fantasiosamente criam para si mesmas. Tá vendo como é perigoso... Não é sobre você, é sobre a insatisfação que você carrega sobre si.

Outra experiência semelhante que vivi, ocorreu ano passado, por época do meu casamento. Uns dois meses antes recebi críticas severas sobre o meu corpo. Críticas que claramente me recomendavam emagrecer, para estar linda no meu vestido de noiva. Vejam minhas duas fotos de Maio de 2017 !

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Acreditem, eu no auge da minha insegurança, me olhava no espelho e me sentia gorda.  Na minha cabeça eu estava prestes a ser uma noiva horrorosa, se não fosse capaz de emagrecer mais. E tomei um atalho perigoso. Segui esses conselhos estapafúrdios e comecei uma dieta muito restritiva para emagrecer ainda mais...  Adivinhem o que aconteceu?

Contraí uma infecção renal e fui parar numa emergência médica passando muito mal. O resultado disso foi um tratamento com alguns remédios e a recomendação de uma dieta baseada em carboidratos, o vilão de todas as dietas para emagrecimento. De repente me vi diante da escolha entre engordar e reduzir a sobrecarga nos meus rins ou seguir na loucura de me sentir gorda porque os outros assim me reconheciam.  

Foi um acúmulo inútil de estresse, adrenalina pura. Um mês antes do casamento eu corria atrás de um   vestido de noiva que me caísse bem. Deu tudo certo. E eu conto aqui essa experiência para falar que a importância não é sobre o peso, é sobre estar em paz e feliz.

E toda a confusão e stress que eu vivi não foi por responsabilidade dos comentários que ouvi, foi por minha responsabilidade. EU optei por me abalar com os comentários alheios!

Tomar para si a responsabilidade, é um dos fatores mais importantes nesse processo. Culpar o outro é fácil, assumir a responsabilidade pelos acontecimentos foi um belo aprendizado. Todo o estresse que eu vivi, foi responsabilidade exclusivamente MINHA!

O casamento foi lindo, eu estava linda, me diverti horrores e isso é o mais importante! Mas se eu não tivesse tomado essa responsabilidade para mim, teria passado o casamento inteiro lamentando pelo o ocorrido.

E como isso funciona no dia a dia?! É exatamente a mesma coisa! No início do meu processo de descontrução desses padrões eu ainda rebatia os comentários que chegavam, com o tempo fui aprendendo a filtrar e  a ignorá-los completamente.

Hoje minha prioridade é me fortalecer cada vez mais para criar uma menina que viva completamente livre desses padrões durante o seu crescimento. Os padrões vão pressiona-la fora de casa?! COM CERTEZA! Mas se ela praticar o olhar amoroso desde pequena, vai entender que ela pode ser e fazer o que quiser, vai aprender a filtrar e ignorar qualquer comentário com a intenção de abalar sua autoestima.

As crianças nascem livres de padrões e preconceitos, são os adultos que plantam suas inseguranças. Não é proposital, mas é o que acontece.  Estar atento é muito importante, pois a criança em sua socialização identifica esses padrões nos adultos e se os pais, por exemplo, são pessoas inseguras, que estão sempre reclamando do próprio corpo, ou que se acreditam insuficientes, a criança entende que este é o padrão, daí para a geração de inseguranças... é um pulo.

É fácil entender, se a mãe e o pai, que são para a criança as pessoas mais perfeitas do mundo, se sentem horríveis, como será que essa criança não vai se sentir?! Aquela história de construir um mundo melhor para nossas crianças, começa dentro de casa e vai muito além de questões materiais.

Por isso, não se deixem abalar pelo comentário alheio. Cuidem da sua autoestima, exercitem o olhar amoroso com as outras pessoas ao invés do olhar que julga. Quando você olha pro outro com empatia, isso automaticamente volta pra você, e fica mais fácil de lidar com as questões que ainda te incomodam.

E quando você julgar, se pergunta: por que isso te incomoda tanto?  o que tem dentro de você que faz com que você julgue certos comportamentos ou aparência?

A palavra do momento é EMPATIA e se vocês querem saber mais sobre isso, procura a #PAPOSOBREAUTOESTIMA no Instagram.

Essa hashtag é um projeto do blog Futilidades e eu sou fã de carteirinha! Se você ainda não conhece, vai lá dar uma olhada nessa avalanche de autoestima que rola!

E além do Futi, também tem outras pessoas que são pura inspiração no quesito autoestima. A Fabi Saba, tem um programa no YouTube, o Fala Saba, ela sempre leva assuntos muito bacanas. Os vídeos ficam disponíveis no YouTube e você também pode assistir ao vivo toda Quarta Feira. E tem também a Cinderela de Mentira – nome maravilhoso né?! A Ana Luiza dá um show falando sobre moda plus size e autoestima. Então se esse é um assunto que te interessa, segue essa galera!

O mundo precisa da “insuficiência” e da “não aceitação” para manipular desejos e intenções...é assim que fragiliza corações e mentes...